Todas as manhãs ele lê para ela, de um caderno desbotado pelo tempo, uma história de amor que ela não recorda nem compreende. Um ritual que se repete diariamente no lar de idosos onde ambos vivem agora. Pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que lhe lê, pela ternura … E o milagre acontece. A paixão renasce, transpõe o abismo do tempo, as memórias perdidas, e por instantes ela volta para ele…
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Para estares sempre na" linha da frente"!
Se quiseres estar sempre atualizado, vem ler o Jornal Público à Biblioteca!
O SABER não ocupa lugar...
O SABER não ocupa lugar...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Sugestão de leitura
Queimada Viva de Souad
Quando o amor antes do casamento é sinónimo de morte.
Souad tinha dezassete anos e estava apaixonada. Na sua aldeia da Cisjordânia, como em tantas outras, o amor antes do casamento era sinónimo de morte. Tendo ficado grávida, um cunhado é encarregado de executar a sentença: regá- -la com gasolina e chegar-lhe fogo. Terrivelmente queimada, Souad sobrevive por milagre. No hospital, para onde a levam e onde se recusam a tratá-la, a própria mãe tenta assassiná-la.
Hoje, muitos anos depois, Souad decide falar em nome das mulheres que, por motivos idênticos aos seus, ainda arriscam a vida. Para o fazer, para contar ao mundo a barbaridade desta prática, ela corre diariamente sérios perigos, uma vez que o “atentado” à honra da sua família é um “crime” que ainda não prescreveu.
Um testemunho comovente e aterrador, mas também um apelo contra o silêncio que cobre o sofrimento e a morte de milhares de mulheres.
Com mais de 350 mil exemplares já vendidos em França, Queimada Viva encontra-se traduzido em 24 línguas e é presença assídua nas listas de best-sellers um pouco por todo o mundo. Nos Estados Unidos, a Warner Books prepara-se para editar a versão americana.
Procura o livro na tua biblioteca!
Quando o amor antes do casamento é sinónimo de morte.
Souad tinha dezassete anos e estava apaixonada. Na sua aldeia da Cisjordânia, como em tantas outras, o amor antes do casamento era sinónimo de morte. Tendo ficado grávida, um cunhado é encarregado de executar a sentença: regá- -la com gasolina e chegar-lhe fogo. Terrivelmente queimada, Souad sobrevive por milagre. No hospital, para onde a levam e onde se recusam a tratá-la, a própria mãe tenta assassiná-la.
Hoje, muitos anos depois, Souad decide falar em nome das mulheres que, por motivos idênticos aos seus, ainda arriscam a vida. Para o fazer, para contar ao mundo a barbaridade desta prática, ela corre diariamente sérios perigos, uma vez que o “atentado” à honra da sua família é um “crime” que ainda não prescreveu.
Um testemunho comovente e aterrador, mas também um apelo contra o silêncio que cobre o sofrimento e a morte de milhares de mulheres.
Com mais de 350 mil exemplares já vendidos em França, Queimada Viva encontra-se traduzido em 24 línguas e é presença assídua nas listas de best-sellers um pouco por todo o mundo. Nos Estados Unidos, a Warner Books prepara-se para editar a versão americana.
Procura o livro na tua biblioteca!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Um livro é uma casa
Um livro é uma casa
Pegas numa
E fazes dela a companheira
Dos teus sonhos
Espraias os olhos
Pela janela das páginas
Em busca do desconhecido
E vês desfilar à tua frente Os assombrosos Habitantes da fantasia
Um lobo sábio
Sentado debaixo de uma árvore
Com frutos esmeralda
Uma menina
Feita de rebuçado Correndo numa seara
Um cavaleiro sem espada
Uma harpa falante
Um dragão de névoa
Pode ser longo ou curto
O teu passeio
Pelas várias divisões da casa
Quando te cansares
Fechas a porta serenamente
E adormeces feliz
Carlos Alberto Silva
De muitas cores
Onde moram as históriasPegas numa
E fazes dela a companheira
Dos teus sonhos
Espraias os olhos
Pela janela das páginas
Em busca do desconhecido
E vês desfilar à tua frente Os assombrosos Habitantes da fantasia
Um lobo sábio
Sentado debaixo de uma árvore
Com frutos esmeralda
Uma menina
Feita de rebuçado Correndo numa seara
Um cavaleiro sem espada
Uma harpa falante
Um dragão de névoa
Pode ser longo ou curto
O teu passeio
Pelas várias divisões da casa
Quando te cansares
Fechas a porta serenamente
E adormeces feliz
Carlos Alberto Silva
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Bem-vindos à Biblioteca!

Batiam asas mas
sempre tropeçavam
em borboletas brancas.
As sílabas
na busca do palácio
das palavras.
Assim dizias tu
a desculpar
a visível mudez.
Quando a chuva lavava a pobre fala dos homens
choravas letras dentro dos dicionários.
As estantes gemiam ao peso das ideias
afogadas.
As larvas entretinham-se
a devorar discursos.
Não desesperaste.
E o dia aconteceu
em que disseste a única palavra permitida
a quem pela voz dos anjos se perdeu.
sempre tropeçavam
em borboletas brancas.
As sílabas
na busca do palácio
das palavras.
Assim dizias tu
a desculpar
a visível mudez.
Quando a chuva lavava a pobre fala dos homens
choravas letras dentro dos dicionários.
As estantes gemiam ao peso das ideias
afogadas.
As larvas entretinham-se
a devorar discursos.
Não desesperaste.
E o dia aconteceu
em que disseste a única palavra permitida
a quem pela voz dos anjos se perdeu.
Helena Vieira da Silva
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