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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sugestões para escrever um ensaio

Sugestões para escrever um ensaio

Um ensaio é um tipo de texto em que se desenvolve um tema de uma forma mais ou menos pessoal. Pretende-se que seja a síntese de um trabalho de estudo ou de meditação e deverá reflectir que se conhece um determinado assunto em profundidade. Por isso, os ensaios costumam ser trabalhos que têm alguma complexidade.
Eis alguns segredos para produzir um bom ensaio:

1. Preparação e estudo. Só assim se podem fazer trabalhos personalizados e incluir os pormenores que mostram que se conhece o assunto e que fazem brilhar os olhos dos professores.

2. Hábitos de escrita: não é preciso ser-se um génio literário, mas é preciso saber escrever frases com sentido, encadeá-las numa sequência lógica e organizar o texto segundo um objectivo.
Na escrita há que ter alguns cuidados básicos: Escrever frases curtas e encadeá-las bem. Justificar as afrimações. Abrir um parágrafo para cada novo passo dado na sequência das ideias. Utilizar vocabulário simples (as palavras caras e as frases complicadas são tentativas de disfarçar a ignorância que, geralmente, só funcionam com quem as utiliza). Evitar a utilização de adjectivos.

3. Definir um tema ou escolher um problema: formular questões (por exemplo, um grande problam do qual saem outros mais específicos) é uma das formas mais eficientes de abordar um tema e de estruturar um raciocínio. Uma pergunta dá-nos de imediato um ponto de partida e um objectivo (a resposta) ao qual queremos chegar. Deve-se ter o cuidado de formular uma pergunta que tenha directamente a ver com o tema ou a obra que está a ser tratada.

4 Rascunho/plano de trabalho: o rascunho é uma ferramenta importantíssima. Não serve para escrever o texto para depois passar a limpo, mas sim para nele despejar e anotar as ideias, anotar os tópicos mais importantes e organizar a sequência de ideias. Para organizar um plano de trabalho, pode-se começar por formular uma questão (se fez a preparação, o aluno conhecerá de antemão várias questões) e identifique um objectivo (onde quer chegar).
Nem sempre um plano de trabalho resulta bem. Se assim acontecer, é preciso fazer outro. Se não houver tempo para isso, terá de se seguir o plano que se tem. Se o aluno se preparou, não terá grandes problemas por isso: ainda que o resultado possa não ser tão bom como gostaria, tem ainda boas hipóteses de ter um resultado muito razoável.

5. Personalização: é quase inevitável que quem se preparou produza um trabalho personalizado. Não nos esqueçamos que num ensaio existe sempre alguma margem de liberdade e de criatividade. Para a estimular, os professores costumam produzir questões abertas ou vagas, sabendo qus os alunos mal preparados não sabem como lidar com este tipo de questões (na maior parte dos casos, ou nada dizem, ou dizem banalidades que não vêm para o caso). Ainda assim, convém ter um conjunto de perguntas e de opiniões na manga – para serem usadas com moderação. As opiniões próprias costumam ser bem aceites, mas devem ser bem fundamnetadas. Se o professor está à espera de uma resposta fixa/padrão à qual queira apresentar uma alternativa, tenha o cuidado de apresentar a sua opinião apenas depois de ter apresentado muito bem aquela que o professor espera.

Quando um professor pede a um aluno que escreva um ensaio, está à espera de receber um texto que mostre que determinado assunto foi estudado e pensado. Deve-se procurar que o ensaio reflicta ao máximo o estudo realizado, mas deve-se ter cuidado para não cair no exagero! – A partir do momento em que decidimos abordar um determinado assunto a partir de um determinado tema ou de uma determinada questão, alguns tópicos tornam-se mais importantes que outros. Estes, a serem mencionados devem sê-lo de passagem. Querer dizer tudo é entendido como um sinal de fraca capacidade de análise, de síntese e de estruturação das ideias. Por outras palavras, indica que o aluno memorizou um texto que não compreende... É verdade: por muito que possa custar, é preciso saber cortar.

Geralmente, nota-se que houve um trabalho de preparação pela forma mais ou menos original como o estudante encadeou as suas ideias, pelas relações que fez com outras matérias, textos ou problemas, pela inclusão de observações ou perguntas que o professor não colocou nas aulas (e que só podem ter sido colocadas por alguém que contactou directamente com o objecto que está a ser analisado). Por outro lado, os alunos que vão buscar a sua inpiração às sebentas e a outros materiais pré-cozinhados rrão reproduzir uma selecção e uma sequência de ideias que será igualzinha a de vários colegas seus... e que, provavelmente, o professor já leu em anos anteriores, porque os alunos alternam-se mais depressa do que as sebentas.
Numa segunda fase da preparação é preciso fazer um esquema da obra analisada, se for esse o caso, do período histórico, do problema, etc. Devem ser identificadas as personagens, os conceitos, as relações, etc. Depois, é preciso fazer perguntas e identificar grandes temas.
Se este trabalho for bem feito, o mais difícil já foi conseguido. A partir daí, bastará pegar numa ponta para conseguir seguir o fio de um raciocínio. Uma boa preparação permite que o mesmo tema seja abordado a partir de muitos pontos diferentes e que a partir de cada um deles se consiga passar para todos os outros.

As formas que os ensaios podem ter variam um pouco. Pode haver uma forma pré-definida para os ensaios científicos ou exigida por um determinado professor; mas a verdade é que os ensaios podem ser desenvolvidos de muitas maneiras. Podem ser textos argumentativos que seguem ou não o cânone clássico dos argumentos; podem ser divagações acerca de um tema; podem ser análises de questões... Todas essas opções aceitam a designação de ensaio.
Apesar de existir essa diversidade de formas, uma das primeiras coisas que um estudante deve procurar saber é o tipo de ensaio que o seu professor pretende e o grau de liberdade que lhe dá (albarda-se o burro à vontade do dono). Pode-se perguntar directamente ao professor ou aos alunos mais velhos o que aquele prefere (pode ser exactamente o contrário do que aqui se recomenda!).

O que é um ensaio?

É difícil definir um ensaio, porque este termo designa um texto que pode ter diferentes formas e objectivos. Uma definição simples deixaria de fora a maior parte dos diferentes tipos de ensaios. 

Um ensaio pode ser um texto argumentativo, ou seja a defesa de uma tese acerca de um problema que não tem uma resposta óbvia. Mas também pode ser a apresentação de resultados de um estudo, o desenvolvimento de um tema, a análise aprofundada de um conceito, uma biografia, o desdobramento de um problema em subproblemas, uma dissertação,...
O que há de comum a estas diversas formas é que se trata do desenvolvimento ou aprofundamento de um tema ou de um problema. Um outro aspecto comum é que se trata de um texto original - não se esperando que se descubra a pólvora, mas apenas que seja um texto pessoal, nascido de uma reflexão e/ou do estudo realizado pela pessoa que o apresenta. Esta pessoa tem alguma (por vezes muita) liberdade para preparar e redigir o seu texto, sendo de esperar que não haja dois ensaios iguais sobre  mesmo tema. Cada pessoa repara em pormenores diferentes, tem interesses próprios, reflexões pessoais e uma história de vida que se vão reflectir nas observações que faz e na forma como desenrola o fio do raciocínio e monta uma dada relação entre as diferentes partes do texto.
Neste blogue podem ser encontradas recomendações para a produção de ensaios argumentativos, por ser esta a forma mais normalizada. Num ensaio argumentativo, o ponto de partida (o eixo) do texto é um problema cuja resolução assenta numa decisão ou numa aceitação: serve para persuadir um público ou para analisar, numa discussão, as justificações de diferentes respostas. Podemos utilizar a mesma estratégia de partir de um problema para realizar outro tipo de ensaio: a colocação da pergunta dá lugar à apresentação de uma resposta e à sua justificação; ...ou ao desdobramento da pergunta, ao isolamento de factores ou conceitos, à análise das relações entre os diferentes factores ou conceitos, e à apresentação de uma resposta... São dois exemplos do que se pode fazer.

A maior parte das pessoas que procuram este blogue são alunos/estudantes a quem foi pedido um trabalho. A eles dirijo uma primeira recomendação: se a sua professora lhe pediu para escrever um ensaio, procure saber ao certo o que ela (ou ele) entende que é um ensaio. Procure saber quais são os elementos que se espera que o seu ensaio tenha e a forma como eles serão avaliados. É aconselhável que aos alunos que se iniciam na escrita de ensaios sejam dadas algumas indicações, normas ou sugestões sobre como fazer um ensaio; sobretudo se se pretende obter um produto tipificado/normalizado. 
Esta tipificação é de grande importância para os alunos que se espera que venham a fazer estudos universitários. 
No entanto, alguns professores gostam que os seus alunos suem, para que o trabalho realizado deixe marcas profundas. Nestes casos, se o professor não fornece um esquema prévio do que deve ser um ensaio, é aconselhável que, a bem do fair play, aceite qualquer trabalho e saiba apreciar a qualidade que inevitavelmente lhe chegará em diferentes formas. (Os alunos devem também estar atentos, porque quando não há um padrão definido, o normal é que haja uma grande variedade. A ausência de variedade indica que todos foram copiar à mesma fonte...)

Recomendações básicas:

1. Se não tiver uma ideia melhor, opte por um texto argumentativo (neste blogue é explicada a sua estutura): coloque questões, partindo de uma questão central, e responda-as. Apresente justificações e ligue as várias afirmações/respostas a que vai chegando.

2. Escreva como se tivesse de se explicar a um jovem de doze anos inteligente, mas que não conhece o assunto e tem um vocabulário limitado (se tiver de utilizar termos técnicos, explique-os)
3. Não há omeletes sem ovos: a capacidade de desenvolver um tema exige conhecimento do assunto e treino. É necessário estudar e pesquisar, analisar o tema de maneira a identificar os conceitos ou tópicos-chave, fazer resumos, sínteses e diagramas. A cultura geral também é muito útil, assim como saber colocar/analisar perguntas e fazer muita reflexão pessoal ou partilhada com outros.
Se houve tempo para estudar o tema, o mais aconselhável para se fazer em seguida é identificar os tópicos ou problemas mais importantes e começar a desenvolver vários textos a partir deles (provavelmente acabando por dizer a mesma coisa a partir de pontos diferentes: pode se um trabalho monótono, mas permite que aquando da escrita do ensaio - se esta for feita na aula ou num exame - não seja preciso pensar muito sobre como o texto irá ser montado). 
Ainda que não saiba de antemão qual será o tema a desenvolver, deverá escolher e desenvolver alguns temas do tipo que espera que venha a ser debatido. Deste modo, estará a praticar a rotina de produção de um ensaio, ou seja, a mecanizar o processo de escrita, permitindo que daí em diante os seus textos quase se escrevam sozinhos.

4. Uma última recomendação: quando tiver de fazer este tipo de exercício de escrita, procura fazê-lo com alguns colegas, porque se estimularão uns aos outros.